Inauguro registrando não ser um texto de direita, esquerda ou
centro, ou de outras matizes. O objetivo é simplesmente uma reflexão de cunho
econômico e financeiro e suas possíveis repercursões sociais.
Aprendi muito cedo na graduação
de Administração de Empresas nas
matérias Introdução à Economia I e II e
Microeconomia (Teoria Econômica), alguns tópicos que me marcaram, tais como, os
Pensadores Econômicos Clássicos, Contemporâneos e Modernos, pois o
pós-modernismo ainda não havia chegado, até porque era entre as décadas de 70 e 80,
por favor não façam as contas para tentar descobrir a minha idade...rs.
Lembro-me dos embates de teorias
de viés marxista e capitalista, que ainda permanecem espalhados até hoje, por
quase todas as áreas em razão de atos comissivos ou omissivos (como conceitua o Direito ),
de cada olhar e prática das quais tenho muito respeito, pois vivemos em uma
Democracia em aperfeiçoamento, pois ela é um processo complexo e dinâmico, que
passa entre outros, pelo fortalecimento das Instituições, e isso só acontece
com luta seja de que lado for, ou não foi sempre desse jeito?
Mas vamos a questão de mérito porque
essa sim não é perfumaria!
Poderia reforçar minha
fundamentação em algumas literaturas clássicas e doutrinadores reconhecidos,
usando as mais diversas fontes, mas trouxe uma fonte impressa atualíssima “Jornal
Valor Econômico, 20/09/2019, Ano 20, Número 4841, Matéria escrita por Martin
Wolf, Financial Times, traduzido por Raquel Warszawiski, que traz uma chamada
na “primeira página” e aprofunda a matéria por toda página “A13.”
Ah sim!!! Todos deveriam ler
para cada um tirar suas conclusões.
Quando li o registrado na sua
totalidade, inclusive interpretando os gráficos, não tive como não me recordar do conceito de Acumulação (no sentido de Popupança Nacional), e também do Livro de HUBERMAN, Leo, A História da Riqueza dos Homens, 1981, Zahar
Editores, que é um clássico da história moderna e era utilizado na minha época na
matéria de Teoria Econômica, que depois revisitei na graduação de direito para comparar
a ideia da sociedade firmada nos direitos e obrigações. Sublinho um pouco da Obra que
registra o seguinte:
Prefácio (1936): “Este livro tem um duplo objetivo. É uma tentativa de
explicar a história pela teoria econômica, e a teoria econômica pela história.
Essa inter-relação é importante - é necessária. O ensino da história se
ressente quando pouca atenção se dispensa ao seu aspecto econômico, e a teoria
econômica se torna monótona, quando divorciada de seu fundo histórico”.
Interessante que para compreensão
dos meios ou fatores de produção econômico ele os caracteriza e os conceitua, naquele
lapso temporal e espacial em “terra, trabalho e capital,” o que fazia todo
sentido.
E vai pôr aí adiante descrevendo
situações bastante interessante e infelizmente algumas extremamente constrangedoras,
tais como:
“ CAP. 9 – “Homem pobre, mendigo,
ladrão” (p. 97)”
“CAP. 10 – Precisa-se de
trabalhadores: crianças de dois anos podem candidatar-se (p. 109)"
Voltando a matéria
jornalística que ampara esse meu texto, as opiniões podem ser diversas,
conflitantes e harmoniosas, acolhidas no todo, em parte ou espancadas e descartadas.
Mas não dá para fazer vistas grossas e não concordar que o Capital Rentista
provoca várias distorções no próprio sistema (pois sobra demais para alguns
e falta muito para quase todos), essa é minha principal crítica, entre outras. Apesar de reconhecer a importância de Projetos Estratégicos honestos de
Infraestrutura que visem retornos financeiros em bases éticas, sem serem super,
hiper faturados ou corrompidos, e com benefícios de desenvolvimento, que
advenham do investidor corporativo privado, em plano transparente, não tenho
como discordar, e precisamos até incentivar, pois a crise econômica
internacional dos Estados, logo do mercado global é uma realidade incontestável.
Mas daí, vai uma imensa diferença fazer lucro vendendo dinheiro caro e
espoliativo. Dessa forma, não se pode construir a nação que precisamos e queremos, mesmo estando
esse capital em ambiente de natureza política e econômica liberal. Corremos
o risco de a ética em sociedade ficar desprezada e os fracos ficarem ainda mais
a margem da falta de dignidade humana, enquanto as forças dominantes políticas,
econômicas, financeiras e intelectuais se locupletam por mecanismos diferenciados
do que deveria ser distribuído como forma de serviços de qualidade e quantidade
para população na sua integralidade!
Como compatibilizar um retorno tão elevado e direcionado do mercado finaceiro com o clamor dos desempregados, desconsolados, subempregados, ambulantes inseguros, entregadores com metas desumanas e etc...?
Como compatibilizar um retorno tão elevado e direcionado do mercado finaceiro com o clamor dos desempregados, desconsolados, subempregados, ambulantes inseguros, entregadores com metas desumanas e etc...?
A parte final do artigo estampado
no periódico tem direção certeira, quando afirma:
“Corrigir isso é um desafio para
todos, mas principalmente para os que comandam as empresas mais importantes do
mundo. A maneira pela qual nosso sistema econômico e político operam tem
de mudar, ou eles vão perecer.” (grifo meu).
Quando leio,"Nosso sistema econômico e político tem de mudar", entendo como nosso Brasil.
ResponderExcluirFinalmente encontrei alguém que com sensatez e coragem, expõe sua crítica de maneira clara e avassaladora. Amigo, na atual conjuntura não é mais prudente, em lugares públicos tecer opiniões dessa maneira sem sejamos agredidos, maltratados ou até coisas mais graves. Posso afirmar que mais grave é a inimizade causada por uma manifestação contrária a política hodierna. Foi estabelecido um estado de apologia sem precedente no país.Mesmo por aqueles, que visivelmente, estão sendo massacrados por esse sistema econômico de capital rentista.
Temo pelo povo brasileiro e pelos 13.000.000 de desempregados que não tem espaço para vender, sua mão de obra, pois é seu único bem. Como também são impedidos de gerar lucros e mais valia.
Amigo, fortelece nossa amizade seu olhar social de um intectual que não se omite, mas expõe com clareza e desprendimento suas verdades.
Parabéns pelo seu texto!! Que visão de uma realidade em ruinas!! Se nada for feito....ficará como sempre esteve. Os pobres ficando mais pobres.....e os, lamentavelmente sem noção, mais ricos.....
ResponderExcluirEstimado amigo,
ResponderExcluirParabéns pelo artigo! Equilibrado e cativante, como sempre.
Forte abraço!
Pr. Paulinho!