Por Eduardo Fernandes da Paz
Às vezes acho um saco esse
negócio de construir cenários de longo prazo, pois quase sempre nos esquecemos
de quem acertou ou ignoramos quem errou nas projeções das possibilidades, logo
não valorizamos como devíamos o resultado das hipóteses, pois cenários são
circunstâncias de possibilidades.
Mesmo assim, criei um tempo
sem tê-lo, nessa ocasião (07/09/2012), para me aventurar no exercício da
indicação de uma hipótese de longo prazo, onde muitos não estão querendo debater,
apesar de conviverem umbilicalmente com essa realidade.
Tenho observado
cuidadosamente no meu dia a dia, que tem aumentado muito o número de POUPADORES
no Mercado. Poupadores esses, que tem se estruturado em Fundos dos mais variados,
para atender uma demanda que não vem sendo atendida pelos mecanismos conservadores da Atividade Financeira extremamente concentradas, que aqui aponto como sendo os Bancos
Tradicionais: Comerciais ou Múltiplos.
A Questão do Crédito merece
ser revista, isso é ponto pacífico, mas se não for, pelo menos é maioria, ou
deveria ser!
Acompanho alguns “case” de
Empresas que tiveram problema de Cadastro no passado e que até o momento
pagam imerecidamente um preço muito alto por isso, mesmo tendo feito o dever de
casa, quando ajustaram suas contas. Não estou pregando o Calote Civil, mas se o
mundo mudou, e mudou de verdade, o "Sistema Operandis" também deveria ter
mudado.
Fico pensando qual seria a
solução: Adequar a análise de crédito da Empresa priorizando o realinhamento do
perfil da dívida e o investimento ou o Empreendedor aparelhar um novo CNPJ para
captar Recursos?
A segunda solução vem
acontecendo toda hora, apesar de alguns hipocritamente não quererem reconhecer.
Já a primeira, seria uma solução Salomônica para TOMADORES E POUPADORES, onde
Empresas seriam reabilitadas para operarem no mercado formal minimizando o
custo financeiro da sua captação.
Alguns dirão essa cara é
louco, pois qual a garantia desse modelo funcionar, se vimos o que deu com a
Crise Norte Americana em relação ao Crédito,no caso específico das Hipotecas.
Respondo com muita segurança,
a maturidade do Mercado de hoje não é aquela nem de longe.
Estou falando de Análise de
Crédito, com o ingrediente do Exame Qualitativo, por extensão de Empresários Capazes, Conscientes e
Comprometidos!
Quando a Lei apena alguém em
“latu sensu”, prevê o tempo da pena!
Não é possível o
Empreendedor ficar recluso do Sistema quando já tenha pago sua pena de ficar
anos e anos fora do Sistema Formal de Crédito! E é o que vem acontecendo em sua
maioria.
Não estou defendo os 171, “os
Fraudulentos, os Conversas Fiadas, os Estelionatários, os Falidos Contumazes,
os Corruptos e Corruptores”, esses e outros têm ou deveriam ter o limite e peso
da Lei. Estou falando de pessoas de bem e do bem que merecem uma nova
oportunidade de Contratar Captação de Recursos via Mercado Formal.
A boa notícia é que mesmo
timidamente alguns Fundos já começaram a perceber a importância de Avaliar a
Qualidade e não somente a Quantidade dos Restritivos, mas infelizmente os
Bancos em sua unanimidade ainda não!
Esse segmento apesar de
pequeno vem sinalizando positivamente na revisão de alguns conceitos e
práticas, e oxalá possa contribuir também para elaboração de leis que atendam
as expectativas de um Mundo mais Cooperativo e Inclusivo.
Se esta realidade se
estabelecer e for ampliada de agora por diante, será que teremos dúvidas em
afirmar que os Fundos serão os Bancos do Futuro?
Comentário transcrito do Site Profissional Linkedin (http://www.linkedin.com/profile/view?id=112666006&trk=tab_pro) onde o Artigo também foi postado.
ResponderExcluirEduardo,
Muito legal a sua posição e visão de mercado. E como a sua ideia é fórum, se me permite gostaria de compartilhar a minha ideia.
Acredito que tirando as ervas daninhas, que vivem do errado, usam as brechas, conchavos e fraudes para fazer o imoral e ilicito, e assim cometem crimes. Tenho uma visão um pouco mais voltada para os maleficios/beneficios da especulação.
Um grande exemplo desta especulação é a posição de tomadora da uma grande parcela da sociedade que compra apartamentos cada vez menores, em troca da facilidade do crédito. Esse sistema de pirâmide, usado hoje, gera um colchão para sustento da máquina financeira. Que acaba demonstrando, a plenitude do seu dinamismo na especulação.
É um ciclo de apoio da ideia do quanto este bem está valorizado, e não o quanto este bem gera valor... Viva a especulação, quem dispõe de recurso e aplica em start ups, pretende especular a venda de sua parcipação por um bom profit... Acho interessante esse modelo de negócio ao qual o capital pode ir a fundo perdido, esse não gera obrigação futura com retorno financeiro.
Acho que dificilmente as instituições financeiras deveriam entrar nesse mercado, ao menos não, enquanto não legislarem para coibir as cobranças de retorno de capital ao empresário que tentou. As instituições financeiras em momento algum iriam bancar os riscos da possível perda, sem as garantias de praxe.
É louvavel quem tem disposição de olhar um projeto, depois de ver vários, e ecolçher investir e criar algo mesmo que seja para no futuro especular. Vamos deixar os bancos de fora deste sistema. Se eles entrarem as coisas mudarão para pior.
Um grande abraço,
Renato Borges