E
não satisfeitos, com a frustração da Teoria de Thomas, vieram duas outras teses com a mesma
natureza, a primeira denominadas Teoria Neomalthusiana (um país era pobre por
conta do grande crescimento demográfico que apresentava, elaborada a partir
1920, se fortalecendo após a segunda guerra mundial), e a segunda Teoria
Reformista (acreditava que as superpopulações são causadas pela pobreza). É honesto
registrar que o lapso temporal e espacial foram caldos justificadores para
construção dessas suposições.
Insisto, pois é muito importante essa atuação, que fui obrigado realizar detendo-me em apontar posições, teorias, artigos, investigações e literaturas pois elas
influenciam o mercado, mudando o pêndulo, agilizando ou prolongando o
tempo, ações e as consequências, sejam positivas ou negativas, mas
definitivamente temos o dever de pelo menos tentar elaborar mecanismo e aplicação para
sustentabilidade socioeconômico e ambiental, sem sonhos e discursos
impossíveis, inflamados mas infundados, dentro das limitações do possível desse atual
tempo chamado hoje, exercitando o colaboracionismo e inclusivismo sem discriminação de qualquer natureza, que alcance e seduza o corporativo (com circuito mais ágeis, em razão de normas, tais como, a Lei nº 13.874/19 que instituiu a Declaração de Direitos de Liberdade Econômica, a Lei nº 13.467/17, bem como, a que trata da Reforma Trabalhista, e demais), por outro lado o público (com contornos
mais rígidos, entre outros, da Lei 4.320/ 64 de Normas Gerais de Direito Financeiro e a Lei 8.666/93, e Emendas introduzidas, sobre Licitações Públicas), além da categorização dos impostos, taxas, contribuição de melhorias, etc... recolhidos pelos entes federados. Mas torna-se fundamental que o social seja privilegiado mesmo se equilibrando na corda
bamba da crise, ainda elevada, de geração de empregos nacional ou dos
solavancos e enfrentamentos dos players
ou drivers no tabuleiro internacional, pois são pessoas que fazem o mercado e
não o mercado que deveria fazer pessoas, até porque ditar modas e modelos é uma
coisa, mas estabelecer padrões obrigatórios de mercado e outra totalmente
diferente, que por osmose descaracteriza a mão invisível, citada por Smith (teoria
elementar liberal). Tentar mudar por imposição esse paradigma pode ser um salto
no escuro de uma altura infinita e sem retorno e precedente.
Finalizo
oportunamente, com a lição do eminente Economista e Profº. José Júlio Senna, que registra: “De qualquer modo, fica a advertência:
nesse campo é conveniente agir com cuidado, pois a regulação excessiva, ou
malfeita, pode trazer mais custos do que benefício social”
Bibliografia
FORTUNA, Eduardo. Mercado Financeiro Produtos e Serviços. 18ª ed. rev. e atual., Rio
de Janeiro, Editora Qualiymark, 2011.
HUNTINGTON, Samuel P. O Choque das Civilizações e a Recomposição da Ordem Mundial. Traduzido
por M.H.C. Côrtes, Editora Objetiva. 1996, p. 409-410.
IUDÍCIBUS, Sérgio de. Teoria da Contabilidade. 9 ed. São Paulo: Atlas, 2009.
JESUS. Fernando Soares de. Teorias demográficas: malthusiana, neomalthusiana e reformista.
Disponível em:
https://www.geografiaopinativa.com.br/2014/09/teorias-demograficas-malthusiana.html.
Acesso em: 10 out. de 2019.
LOPES, João do Carmo; ROSSETTI, José Paschoal. Economia Monetária. 7ª edição. São
Paulo: editora atlas S.A, 1998.
LOPES, João do Carmo; ROSSETTI, José, Paschoal. Os
primórdios da Economia. (Org) BELL, John Fred. História do Pensamento Econômico. Rio de Janeiro. Ed. Zahar, 1961,
pp. 23-76.
SANTOS, José Odálio dos. Análise de crédito: empresas e pessoas físicas. 2. ed. São
Paulo:Atlas, 2003.
SCOTT, W.R; MEYER, J. Institutional environments and organizations: structural complexity
and individualismo. London: Sage, 1994.
SENNA, José Júlio. Política Monetária – idéias, experiências e evolução. Rio de
Janeiro, 1ª ed, Editora FGV, 2010.
VIEIRA, Marcelo Milano Falcão. Poder, objetivos e
instituições como determinantes da definição de qualidade em organizações
brasileiras e escocesas. RAC. Revista de Administração Contemporânea
(Impresso), Curitiba, v. 1, n.1, pp. 7-33, 1997.