sexta-feira, 20 de outubro de 2017

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO?

Por Eduardo Fernandes da Paz

Resolvi compartilhar esse texto após a Palestra que participei ontem na FGV/RJ, ministrada pela competente Profª Paloma Almeida do MBA/FGV/Botafogo, que foi estruturada com seguinte tema: O RH E O DESENVOLVIMENTO DAS COMPETÊNCIAS DO “FUTURO PRESENTE”.
Não me contive em escrever essas linhas abaixo, pois é o que há muito tenho pensado e defendido, então te convido a ir à leitura, e claro, aguardo que possa contribuir de alguma forma.

Então inicio analisando a complexidade, volatilidade e ambiguidade que são características marcantes desse momento em que vivemos, mas a leitura correta desse VUCA WORLD (Mundo Vuca), a cada hora parece ser mais impossível, pela velocidade nas mudanças de tudo e de todos.
Problemas das mais diversas origens e matizes (um verdadeiro mix) se apresentam a cada minuto no ambiente corporativo e pessoal, claro, isso não é diferente de antes, mas os Desafios dos Negócios, do agora, pressupõe pressão nunca antes visto, pois requer a combinação de variáveis:

  1. alta produtividade X qualidade de vida
  2. absenteísmo X alta motivação
  3. baixa rotatividade X alto prazer no trabalho
  4. cidadania organizacional X alinhamento de valores
  5. alta satisfação X senso crítico  
O Livro The Future of Work de Jacob Morgan, já sinaliza, de acordo com que entendi, para as novas tendências de práticas na órbita do Empreendimento Privado, e atrevo-me a acrescentar que também se estende ao Público, porque não? Pois as boas ferramentas devem ser aplicadas tanto ao primeiro, e principalmente no segundo, entretanto, todavia, enfim e por tudo... ter recursos que pertence ao povo envolvido, logo merece todo zelo, honestidade e competência na sua aplicação. Afirma ainda, o brilhante autor em entrevista, que as estruturas devem ser mais planas, do que altas... e fundamentalmente não podem ser inflexíveis, pois a flexibilidade está na realidade se tornando mais do que uma vantagem do local de trabalho, é um diferencial competitivo, bem como equipes menores e diversificadas inovando em todos os setores e lugares...e finalmente arremata, sistemas sem travas hierarquizadas.

Vai se destacar, se encorpar, se desenvolver ou sobreviver, quem tiver a habilidade de adaptar o novo DNA das competências fundamentais da Inteligência Emocional, da Resiliência e da Criatividade, isso vale tanto para os organismos empresariais como para as pessoas.

O Problema é que alguns têm usado a Síndrome do Leão Lippy (excessivamente otimista) e outros da Hiena Hardy (excessivamente pessimista), personagens de desenho animado do Estúdio Hanna Barbera, para não praticarem a correta Resiliência, pois nos dois casos acima, ambos estão errados...o primeiro Muito Otimista, não vê o Problema ou Nega-se vê-lo, logo é Míope...o segundo Muito Pessimista, não vê a Solução ou Nega-se a vê-la, logo Míope também é!!!

A Grande Diferença desse modelo atual de vida... é a sensação de estarmos vivendo em um planeta em Rede de mudanças velozes e constantes ...mas essa sensação na verdade não é sensação é uma Realidade que às vezes não conseguimos enxergar ou nos negamos a vê-la!

O que era, não será mais no todo...O que é, precisa ser mudado e ampliado... E o que será, precisa ter conteúdo, competência, determinação, emoção trabalhada e aguçada, diálogo constante, respeito às pessoas e profissionais, muita criatividade e principalmente flexibilidade e empatia.

Reconhecer-se de Verdade, para Entender o Outro, será Estratégia Determinante!















segunda-feira, 21 de agosto de 2017

FORAM INJETADOS 21,5 % A MAIS DE INVESTIMENTOS EM MICRONEGÓCIOS NO 1º SEMESTRE 2017.

Está   posto   um   cenário     de desafios financeiros, o brasileiro investe em negócios  próprios  e substitui o emprego  formal  pelo empreendedorismo,   conclui    o Mapeamento  Simplic do Crédito Online, que  levou  em  conta   a análise  de  mais   de      441 mil empréstimos online   concedidos no  Brasil  no  primeiro  semestre de 2017. 

Na comparação com o mesmo período  do  ano   passado,   o crescimento  de  pessoas  que utilizaram  valores obtidos  por meio de crédito online  em  investimentos próprios  cresceu 21,5%,  subindo  para  52 mil clientes da plataforma, ante os 42,7 mil do 1º S 2016.

O mapeamento sinalizou ainda uma mudança no perfil do usuário que contrai créditos pela internet no Brasil. De janeiro a junho de 2017, houve redução de 6% no número de pessoas com carteira de trabalho formal que contrataram empréstimos, enquanto, por outro lado, aumentou 5% o volume de clientes que se intitulavam “empreendedores.”
“Até o mês de maio, havia no País 33,3 milhões de trabalhadores com carteira assinada, o que representa o menor contingente desde 2012. Tendo em vista este cenário, o crédito online tem assumido de maneira gradual um papel importante como capital inicial para que o brasileiro empreenda em diversos formatos, seja para obter sua renda completa ou para complementá-la”, explica o gerente de marketing da Simplic, Bruno Borges.


Empréstimos solicitados por região

O polo do sudeste foi responsável por 47,8% dos empréstimos online estruturados  com  o objetivo  de  empreender,  somando mais de 24,8 mil pedidos. Em seguida, aparece o nordeste, com 26,5%, norte (9%), sul (8,3%) e centro-oeste (8,1%).
No ranking por estados, São Paulo liderou somando mais de 14 mil pedidos de crédito concedidos, seguido do Rio de Janeiro, que teve 6,1 mil solicitações direcionadas para novos negócios.


Posição
Estado
Solicitações
%
1
São Paulo
14.018
27%
2
Rio de Janeiro
6.105
11,7%
3
Bahia
3.803
7,3%
4
Ceará
2.619
5%
5
Pernambuco
2.175
4,1%
6
Paraná
1.871
3,6%
7
Goiás
1.839
3,5%
8
Pará
1.833
3,5%
9
Amazonas
1.519
2,9%
10
Rio Grande do Sul
1.383
2,6%

O batalhador do Microempreendedor que tem utilizado crédito online como meio de alavancar o seu negócio é composto por 52,4% de homens e 48% de mulheres, sendo que 58,6% possuem ensino médio completo e 17,6%, nível superior, constatou o levantamento.
Mas de resto, ainda continua o crédito tradicional capitaneado pelos Bancos Privados e Públicos, muito restrito para micro, pequenos e médios empreendedores, bem como os profissionais liberais. Continuamos defendendo a tese que o BACEN deveria reverter um percentual do Empréstimo Compulsório Bancário para propor créditos (capital de giro, financiar/refinanciar máquinas e equipamentos, realinhar o perfil da dívida e etc...), apoiando cadeia produtiva para enfrentar esses tempos penosos para aqueles que também investem na geração de trabalho e renda no País.